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Maior avião comercial produzido pela Embraer, o E195-E2 recebeu certificação tripla nesta segunda-feira em evento na sede da companhia, em São José dos Campos.
A aeronave foi certificada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), pela FAA (Federal Aviation Administration), dos Estados Unidos, e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency).
Com isso, o avião, que entrará em serviço no segundo semestre de 2019, pode operar nos três mercados.
A Azul Linhas Aéreas será a primeira operadora da aeronave no Brasil, com 51 pedidos firmes para o novo jato. O primeiro será entregue neste ano. Na Europa, a Binter Canarias, da Espanha, também receberá seu primeiro E195-E2 em 2019.
Segundo a Embraer, foram utilizados dois protótipos do modelo durante a campanha de certificação do E195-E2 –um para testes aerodinâmicos e de desempenho e outro para validar o interior e tarefas de manutenção.
O E195-E2 faz parte da nova geração de aviões comerciais da Embraer, que também conta com os modelos E190-E2 e E175-E2. O 190 foi certificado pela Anac em fevereiro do ano passado. O 175 entrará em operação só em 2021.
“Assim como com o E190-E2, novamente obtivemos a certificação de tipo simultaneamente de três importantes autoridades regulatórias mundiais”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer. “Esta é outra grande conquista das nossas equipes de engenharia e programas”.
“Nossos testes em voo confirmaram que a aeronave é ainda melhor do que a especificação original. O consumo de combustível é 1,4% menor do que o esperado, chegando a 25,4% de economia por assento em comparação com o E195 da primeira geração. Já os custos de manutenção são 20% menores”, disse John Slattery, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.
‘E195-E2 é a mais eficiente aeronave de corredor único do mercado’, diz empresa
A Embraer informou que as metas de desempenho do E195-E2 “mostram melhorias significativas” quanto às do modelo antigo, o E195, mas com mais carga útil –adição de 12 passageiros.
A autonomia máxima do E195-E2 é de 2.600 milhas náuticas (4.815,2 quilômetros) com carga total de passageiros, 600 milhas a mais que o E195.
O E195-E2 poderá atender mais mercados que contam com aeroportos com restrições de operação. De Denver, o alcance da aeronave é de 900 milhas náuticas mais longo do que o do E195. Do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o ganho é mais de 500 milhas.
No peso máximo de decolagem, o E195-E2 requer apenas 1.800 metros, enquanto o E195 precisa de 2.180 metros.
Fonte: Xandu Alves/OVale
