Foto: Arquivo/Agência Brasil
O governo Felicio Ramuth (PSDB) cumpriu 55% das metas estabelecidas em um acordo com o Ministério de Saúde para a rede pública em São José dos Campos.
No total, o órgão determinou em 2018 que 22 metas fossem cumpridas, e, de acordo com a pasta, 12 delas foram concretizadas pelo governo municipal já no ano passado.
Entre os 12 quesitos já colocados em prática estão, por exemplo, redução nos índices de gravidez na adolescência, hanseníase, mais exames de mamografia, análises de amostras de água para consumo, e outros.
De acordo com a prefeitura, muitas das outras metas estão bem encaminhadas, e algumas não foram marcadas como 100% atingidas apenas por determinação do sistema.
“Se a gente somasse tudo que está perto de ser alcançado, chegaria a 90%. Esse sistema só aceita o que foi totalmente alcançado, o que é um pouco injusto para a gente”, disse o secretário de Saúde, Danilo Stanzani.
Uma das metas que não foi atingida pela administração atual é a taxa de mortalidade adulta prematura (de 30 a 69 anos) por doenças do aparelho circulatório, câncer, diabetes e doenças respiratórias.
A meta estabelecida para 2018 era de 260, mas a cidade registrou 274,7. “Temos muitos projetos para aumentar a oferta de consultas com especialistas, nas áreas de cardiologia, gastrologia, isso o prefeito deixa claro que temos que gastar tempo para resolver”, afirmou.
MUTIRÃO
Segundo Stanzani, a pasta vai anunciar neste semestre outros mutirões de especialidades, priorizando as que têm mais demanda. Outra meta a ser alcançada pela gestão é a taxa de mortalidade infantil por mil crianças nascidas vivas, que ficou próximo do esperado: o resultado foi de 10,17 em 2018, e a meta era 10. “Apesar de estar abaixo da médica do estado, não é um valor que a gente gostaria. Nós temos que melhorar pré-natal, treinamento das esquipes, temos que investir em gestação segura”, afirmou.
A dependência química em mulheres grávidas também foi apontada como um dos catalisadores do problema, além do aumento de gravidez entre mulheres mais velhas. A cobertura da saúde bucal também foi uma das metas não atingidas, com 22,81% durante 2018.
Segundo a prefeitura, o alcance foi prejudicado pela aposentadoria de profissionais e pela falta de técnicos de Higiene Bucal. Somente dois passaram no último concurso, que foi realizado neste ano.
(O Vale)
