Foto: Kid Junior/Agência Diário
A Câmara aprovou por unanimidade nessa terça-feira o projeto do prefeito Ortiz Junior que visa permitir que a GCM (Guarda Civil Municipal) passe a utilizar armas de fogo. Antes de seguir para sanção do prefeito, o projeto passará por segunda discussão, que deverá ocorrer na próxima terça-feira.
Os 13 vereadores que estavam no plenário votaram a favor do texto. Não participaram Graça (PSD), Jessé Silva (SD), João Vidal (PSB), Loreny (PPS) e Vivi da Rádio (PSC), que estavam ausentes, e o presidente Boanerge dos Santos (PTB), que votaria apenas se houvesse necessidade de desempate.
Durante a sessão, antes da votação do projeto, o secretário de Segurança Pública, Euclides Maciel, usou a tribuna para defender a aprovação do texto.
“Temos que, pelo menos, garantir a defesa dos nossos guardas”, disse Maciel, relatando casos em que agentes chegaram a ser agredidos por criminosos durante o expediente.
O secretário afirmou que, inicialmente, 50 agentes deverão ser armados, após uma capacitação da Polícia Federal que inclui testes psicológicos e curso de 400 horas da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
De acordo com a prefeitura, o investimento será de R$ 620 mil e informou que os acordos para abertura de edital para aquisição das armas, contratação de psicólogos e instrutores estão em fase final.
CONTRADIÇÃO
Atualmente, a GCM já utiliza arma de choque, tonfa e spray de pimenta. A decisão de equipar a guarda com armas de fogo indica uma mudança drástica de postura do prefeito sobre o tema. Em seu primeiro mandato, em diversas oportunidades, o tucano se declarou veementemente contrário à medida.
“Não quero uma guarda municipal para matar taubateano, preciso de uma Guarda Municipal para proteger e dar apoio, com arma não letal. Que não fira. Vai mobilizar, dispersar, mas não vai ferir”, afirmou o prefeito em junho de 2015, quando se discutia a regulamentação da GCM.
Na época, Ortiz disse que a medida poderia resultar em “excessos graves”. “A Guarda Municipal, sem hierarquia da Polícia, sem os instrumentos de controle da Corregedoria da Polícia, sem as hierarquias de comando que a Polícia tem, vai descambar certamente para excessos, e excessos graves”.
(O Vale)
