Após 15 meses de análise e quatro grupos concorrentes, o consórcio “Águas Azuis”, do qual faz parte a Embraer Defesa & Segurança, foi escolhido pela Marinha Brasileira para fornecer até quatro corvetas da classe Tamandaré para a força naval de superfície da instituição.
Outras duas empresas do Vale do Paraíba participavam de consórcios concorrentes: Mectron e Akaer.
O contrato é estimado em US$ 1,6 bilhão (R$ 6,4 bilhões) e prevê que os navios sejam entregues de 2024 a 2028. As embarcações serão finalizadas no Brasil.
O consórcio vencedor é formado pela empresa alemã Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer e Atech Negócios em Tecnologias, que subcontratarão outras três empresas para o negócio: Estaleiro Aliança, Atlas Elektronik e L3 Mapps.
O produto escolhido pela Marinha é da classe de navios MeKo –acrônimo alemão para “combinação multipropósito”–, que tem corvetas, fragatas e navios-patrulha oceânicos em 13 países.
As corvetas brasileiras terão 107,2 metros de comprimento, poderão se deslocar com 3,4 mil toneladas e atingir velocidade de 14 nós (25,9 quilômetros por hora).
Segundo a Marinha, o processo de seleção levou em conta 215 critérios técnicos e contou com apoio da Fundação Getúlio Vargas e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Inicialmente, o resultado deveria ter sido definido no final do ano passado, mas foi adiado para o primeiro trimestre deste ano pela necessidade de “análise de informações adicionais, relativas às propostas finalistas”, segundo a Marinha.
Quatro critérios foram determinantes para a definição do vencedor: desempenho do navio, ciclo de vida, modelo de negócio e, um dos mais importantes, o grau de participação da indústria nacional.
O grupo “Águas Azuis” ofertou 31,6% de nacionalização na primeira corveta a ser entregue e 41% nas demais embarcações. Os navios serão finalizados no Arsenal da Marinha no Rio de Janeiro. A previsão é que o negócio gere a criação de 2.000 empregos diretos e 6.000 indiretos.
(O Vale)
