Nos últimos cinco anos, a Embraer gerou mais postos de trabalho no exterior do que dentro do Brasil, risco que pode aumentar após o término da transação comercial com a companhia norte-americana Boeing, previsto para até o final deste ano.
Na contramão, a fabricante brasileira reduziu a mão de obra nacional enquanto aumentou os funcionários em unidades no exterior.
De acordo com relatório de resultados da Embraer, a fabricante brasileira terminou o ano passado com 15.670 funcionários no Brasil, o que representou uma diminuição de 10% ante o total de empregados de 2013, quando a companhia tinha 17.391 no país.
A principal unidade da empresa no Brasil fica em São José dos Campos, que tem mais de 13 mil empregados da Embraer. A fabricante também tem plantas em Taubaté, Gavião Peixoto, Botucatu e Sorocaba.
Nas plantas instaladas no exterior, o quadro de funcionários cresceu 44% nos últimos cinco anos.
Nesse período, os empregados saltaram de 1.976 para 2.850 nas unidades no estrangeiro, sendo uma em Portugal e três nos Estados Unidos.
Após a confirmação da negociação entre Embraer e Boeing para a criação de uma joint venture com todo o setor de aviação comercial da fabricante brasileira, no ano passado, o MPT (Ministério Público do Trabalho) de São José dos Campos entrou com uma ação na Justiça para garantir o nível de emprego no país.
Essa ação tramita atualmente na Justiça.
OUTRO LADO
A Embraer informou que a movimentação de pessoas faz parte da rotatividade natural da empresa e que a força de trabalho permanece estável nos últimos 12 meses. “A Embraer fechou 2018 com 18.520 empregados diretos”.
(O Vale)
