A Câmara de São José dos Campos arquivou nesta terça-feira o processo que investigava possíveis irregularidades cometidas por Maninho Cem Por Cento (PTB) no Poder Legislativo e absolveu o vereador das denúncias.
Em caso revelado por OVALE, o parlamentar foi acusado de cobrar ‘pedágio’ por indicações para cargos no Executivo, por desvio de função em cargos comissionados e por doações eleitorais irregulares. Em sessão nesta terça-feira, todos os vereadores votaram contra às denúncias, absolvendo o parlamentar.
Maninho foi investigado pela Comissão de Ética e, mais tarde, por uma Comissão Processante dentro da Câmara. Esta opinou pelo arquivamento, apontando improcedência da ação — o grupo era formado por Juliana Fraga (PT) como presidente, Calasans Camargo (PRP) como relator e Dulce Rita (PSDB) como membro, e os vereadores votaram depois.
Segundo o relatório, lido em plenário e assinado pelo relator Calasans, apesar de testemunhas confirmarem o pagamento de ‘pedágio’, não houve provas ou indícios que comprovassem o caso.
A sessão ordinária começou por volta de 17h45, foi suspensa para ‘reorganização da pauta’, e, ao voltar, foi novamente suspensa para uma reunião entre os parlamentares. Ela só voltou após uma hora e 40 minutos. Foi convocada uma sessão extraordinária em sequência, para votação, e ela foi encerrada logo após o arquivamento.
RECORRENTE
Essa é a segunda vez que Maninho é investigado e ‘salvo’ pelos colegas na Câmara. Em 2017, o parlamentar foi acusado, também após reportagem de OVALE, de manter em seu gabinete um funcionário comissionado que, na verdade, cumpria expediente em seu empreendimento particular, um jornal de bairro na zona leste.
Na ocasião, uma manobra do então presidente Juvenil Silvério (PSDB) evitou que o caso fosse votado, e ele foi arquivado. Meses depois, o Ministério Público ingressou com uma ação que, em primeira instância, condenou o vereador.
O Tribunal de Justiça, em segunda instância, aceitou recurso de Maninho e anulou a sentença, solicitando que a Promotoria reunisse novas provas para que o processo voltasse a andar.
(O Vale)
