Foto: Divulgação
O governo Felicio Ramuth (PSDB) deve apresentar uma alternativa ao antigo projeto do BRT (Bus Rapid Transit), que tinha garantidos R$ 800 milhões com a Caixa Econômica Federal, até o mês de junho. A previsão foi confirmada pelo secretário de Governança Anderson Farias em entrevista a OVALE e a SPRio.
De acordo com o secretário, o Ministério das Cidades deve encaminhar já nos próximos dias uma confirmação de rescisão do convênio milionário, praticamente descartado. “O que se está tentando é fazer outros investimentos, outros projetos para que realmente a gente possa, conceitualmente, ter um investimento no transporte de massa, seja por BRT, seja VLP (Veículo Leve sobre Pneus)”, disse.
Em ocasião anterior, o governo tucano afirmou que independentemente de qual dos projetos fosse implantado, seriam necessárias obras de infraestrutura em pontos da região central e em corredores como a Avenida JK e a Avenida Pedro Friggi, na região leste do município. O valor necessário para as alterações não foi informado.
BRT
O projeto do BRT foi apresentado ainda na gestão de Carlinhos Almeida (PT), quando o recurso foi aprovado pela Caixa. O governo Felicio, no entanto, não deu sequência ao projeto proposto pelo petista com a justificativa de que foram encontrados problemas na confecção do modelo de transporte.
“Da forma como estava [o projeto do BRT] era impossível fazer esse investimento no município. Esses R$ 800 milhões tinham equívocos conceituais de projeto e que não iam resolver absolutamente nada na questão de sistema de transporte”, disse o secretário de Governança.
Sistema de transporte deve começar a ser repensado neste ano, diz governo
O secretário de Governança também afirmou que em breve deve ter início a discussão do modelo atual de transporte público, que deve passar por mudanças. “As licitações dos contratos que estão vigentes vencem agora nos próximos anos, então já se começa todo esse processo de discussão”, afirmou Farias.
Segundo ele, as discussões devem envolver toda a população e nortear os passos para a formulação do novo contrato de concessão do transporte coletivo na cidade.
Em janeiro, a prefeitura firmou um contrato com a FGV (Fundação Getúlio Vargas) para a realização de estudos, análise, acompanhamento e reformulação do sistema. O trabalho deve preparar o município para a nova concessão, prevista para acontecer entre os anos de 2020 e 2021.
(O Vale)
