Foto: Claudio Capucho/PMSJC
A Prefeitura de São José dos Campos pode retirar dinheiro de áreas como Saúde e Educação para indenizar as empresas de ônibus caso o aumento na tarifa não seja autorizado pela Justiça.
A afirmação é de Paulo Guimarães, secretário de Mobilidade Urbana, apontando que o sistema de transporte público custa de R$ 18 milhões a R$ 20 milhões mensais em São José e, sem a alta no preço, que na intenção do Poder Executivo estaria em vigor desde o dia 28 de janeiro, R$ 1 milhão já teria deixado de ser arrecadado.
Outra alternativa, segundo o secretário, seria reduzir a qualidade do serviço prestado. “Se a gente não tiver oportunidade de reajustar [o valor], ou a gente vai reduzir o serviço, e isso é péssimo para a população, ou vai ter que indenizar as empresas”, disse Guimarães, em entrevista à Rádio Piratininga.
“Se o reajuste não for concedido e a gente manter a qualidade de oferta e de serviço, a gente vai ter que indenizar as empresas complementando esse valor. Isso acaba saindo de outras áreas, como Saúde, Educação, Cultura, enfim. A gente acaba afetando outras áreas para acabar mantendo o equilíbrio econômico financeiro do sistema e a oferta do serviço para a população”, disse.
O governo Felicio planejava aumentar a passagem de R$ 4,10 para R$ 4,90 a quem paga no dinheiro. No entanto, uma ação da Defensoria Pública, aceita pela Justiça, barrou o aumento alegando que não houve participação popular na definição.
Questionada, a prefeitura afirma que aguarda o posicionamento da Justiça para definir como serão conduzidas as questões contratuais previstas na concessão do transporte público.
(O Vale)
