Foto: Divulgação/Embraer
Um acionista minoritário da Embraer quer suspender a assembleia geral extraordinária que a companhia marcou para o próximo dia 26, que tratará do negócio com a Boeing, que quer assumir o controle da aviação comercial da fabricante brasileira.
O negócio foi aprovado pelo governo federal, que detém uma ação especial da Embraer, e também foi ratificado pelo conselho de administração da companhia.
No final de janeiro, Embraer e a Boeing assinaram o contrato que define as regras da operação envolvendo a venda do controle da aviação comercial da fabricante brasileira para a empresa norte-americana.
O negócio, contudo, vem sendo questionado pelo acionista minoritário Renato Chaves, ex-diretor da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil que é um dos maiores acionistas individuais da companhia junto da BNDESPar, a empresa de participações do banco estatal e que é acionista da Embraer.
Chaves enviou um questionamento à CVM (na Comissão de Valores Mobiliários) reclamando de falta de transparência na condução do negócio entre Embraer e Boeing. Segundo ele, o negócio teve até um “memorando de entendimentos sigiloso”.
Em julho do ano passado, quando o acordo foi divulgado, Chaves fez a primeira reclamação à CVM. Na época, segundo ele, a modelagem da operação escondia uma troca de controle.
Agora, Chaves disse ao Estadão Broadcast que o documento fica devendo informações relevantes para os acionistas.
“Falta o laudo de avaliação para a parcela ‘acervo’, o item ‘instalações atribuídas’ está sob sigilo e não há nenhum detalhamento sobre o acordo de acionista da nova empresa”.
OUTRO LADO
A Embraer comentou sobre o questionamento do acionista em nota enviada a OVALE: “A estrutura final foi escolhida por oferecer maior segurança jurídica para as partes envolvidas. Trata-se de estrutura usualmente adotada no mercado, especialmente em situações que envolvem a segregação de negócios com elevada complexidade operacional, como é o caso da unidade de aviação comercial da Companhia”.
(O Vale)
