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    Cidades

    GM cobra redução do piso salário para garantir fábrica de São José

    24 de janeiro de 2019Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
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    A GM (General Motors) quer cortar R$ 700 do atual piso salarial pago na fábrica de São José dos Campos como parte do plano de reestruturação da montadora. A meta é reduzir custos e evitar o fechamento do complexo industrial, inaugurado em 1959.

    Entre as 28 propostas entregues ao Sindicato dos Metalúrgicos para negociação, estão a redução do piso salarial de R$ 2,3 mil para R$ 1,6 mil, a terceirização em toda a fábrica e o aumento da jornada de 40 para 44 horas semanais.

    Também entraram o fim da estabilidade para lesionados, que impactaria diretamente 1,3 mil trabalhadores de São José, e redução de benefícios como adicional noturno e PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

    Outras exigências são de implantar o banco de horas (permite pagar hora extra com folgas), encerrar o transporte fretado e adotar medidas aprovadas na Reforma Trabalhista, como a jornada intermitente.

    O sindicato já se posicionou contrário à proposta, classificada como uma “carga muito pesada e de sacrifício para os trabalhadores”, como avaliou o vice-presidente Renato Almeida. Procurada por OVALE, a GM não comentoi.

    Nesta quarta-feira, em Guarulhos, GM e sindicato fizeram a primeira rodada de negociação após a entrega da pauta. Na terça, as partes haviam se reunido em dois momentos em São José, um deles com a participação das prefeituras de São José e São Caetano do Sul.

    A GM vincula a aprovação das propostas à possibilidade de chegada de novos investimentos para a fábrica de São José, que corre o risco de ser fechada sem novos projetos. Para Almeida, a negociação será difícil e deve tomar aproximadamente 20 dias.

    Sindicato cobra investimento e novo carro para fábrica de São José

    O Sindicato dos Metalúrgicos de São José quer vincular a negociação das propostas da General Motors a investimentos para a fábrica da cidade, que corre o risco de ter a operação encerrada sem um novo carro. Após a reunião da terça-feira, o prefeito de São José, Felicio Ramuth (PSDB), disse que essa possibilidade é real: “Com diálogo e boas negociações conseguiremos reverter esse quadro”.

    “Queremos saber se há expectativa de gerar emprego. Não sabemos nada sobre o porte do investimento, nem de carro”, disse Renato Almeida, vice-presidente do sindicato.

    Confira a íntegra das propostas, de acordo com o Sindicato:

    * Negociação de Participação nos Resultados com revisão de regras

    de aplicação, prevalência de proporcionalidade, transição para

    aplicação de equivalência salarial e inclusão de produtividade.

    * Participação nos Resultados por três anos, sendo “zero” no

    primeiro ano, 50% no segundo ano e 100% no terceiro ano.

    * Nova grade salarial para toda a unidade de São José dos Campos,

    para horistas e mensalistas, progressão salarial com congelamento para

    o ano de 2019 e nova tabela salarial, inclusive para cargos

    especializados.

    * Formalização do acordo coletivo de longo prazo, 2 anos,

    renováveis por mais 2 anos.

    * Negociação de valor fixo em substituição ao aumento salarial

    para empregados horistas e meritocracia para mensalistas (0% no 1º ano,

    60% no 2º e 100% no 3º)

    * Implementação do trabalho intermitente, por acordo individual e

    coletivo;

    * Terceirização de atividades meio e fim;

    * Jornada de trabalho de 44 horas semanais para contratações novas;

    * Piso salarial de R$ 1.600;

    * Redução do adicional noturno para o percentual previsto em lei;

    * Supressão de pagamento de hora extra com adicional diferenciado –

    limites de 29/275 horas;

    * Redução do período de complementação do auxílio

    previdenciário para 60 dias, limitado a um evento no ano;

    * Introdução de cláusula no acordo coletivo de trabalho, regulando

    a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho – Layoff

    * Revisão, inclusão, exclusão e adequação das cláusulas sociais;

    * Exclusão da cláusula de Garantia de Emprego ao Empregado

    Acidentado;

    * Cláusula regrando a adoção de termo de quitação anual de

    obrigações trabalhistas (nova);

    * Acordo específico de flexibilidade da jornada de trabalho, por meio

    de Banco de Horas;

    * Rescisão no curso do afastamento, para empregados com tempo para

    aposentadoria (nova);

    * Desconsideração de horas extraordinárias (nova);

    * Trabalho em regime de tempo parcial (nova);

    * Jornada Especial de Trabalho 12×36 (nova);

    * Ajuste na cláusula de férias com parcelamento previsto na lei;

    * Inaplicabilidade de isonomia salarial acima dos 48 meses para grade

    nova (nova);

    * Suspensão das contribuições da GMB por 12 meses da Previ;

    * Alteração do plano médico;

    * Renovação dos acordos de flexibilidade existentes;

    * Manter acordo de manutenção – escala – sem pagamento de folgas;

    * Fim do subsídio do transporte ou inclusão de linhas regulares.

    Fonte: OVale

    Foto: Divulgação

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