O Grupo de Lima, bloco de países latino-americanos criado em 2017 para analisar e defender a democracia na Venezuela, concordou em impor sanções unilaterais contra o governo de Caracas, caso o presidente Nicolás Maduro insista em tomar posse em novo mandato presidencial, a partir de quinta-feira (10).
Os Estados Unidos não fazem parte oficialmente do Grupo de Lima, mas participam das reuniões do bloco como observadores. O grupo é formado por países como Argentina, Chile, México, Peru, Colômbia, Canadá e Brasil, entre outros.
Na declaração assinada pelos países componentes do grupo, o governo venezuelano foi classificado como ditadura pela primeira vez. O documento sugere que cada nação reveja os níveis de diplomacia com base na restauração da democracia na Venezuela. Além disso, a declaração do Grupo de Lima deixa os países do continente americano livres para aplicarem as sanções que julgarem necessárias, de forma unilateral, a exemplo dos Estados Unidos, que já romperam tratados e contratos econômicos com o governo de Maduro.
O Brasil não se manifestou oficialmente sobre a manutenção das relações diplomáticas com a Venezuela. O representante brasileiro no grupo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse, pelas redes sociais, esperar que Maduro desista de tomar posse em novo mandato e que sejam realizadas novas eleições no país sob o comando da Assembleia Nacional Venezuelana.
Neste sábado (5), a Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, deve declarar o novo mandato de Maduro ilegítimo. Os parlamentares venezuelanos classificaram o presidente de “usurpador” porque ele foi eleito para mais um mandato em eleições antecipadas, em maio de 2018, convocadas por Assembleia Constituinte. A estrutura foi criada por Maduro e acabou com todos os poderes dos parlamentares eleitos do país.
O novo mandato de Nicolás Maduro, previsto para começar nesta quinta-feira (10), vai até 2025.
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