O Japão anunciou hoje (26), por meio do secretário-geral do Gabinete de governo, Yoshihide Suga, que o país não fará mais parte da Comissão Internacional da Baleia (IWC, na sigla em inglês) e pretende retomar a caça comercial a partir de julho de 2019 nas águas de seu território e nas zonas econômicas exclusivas do país, sem avançar para o Oceano Antártico e nem no Hemisfério Sul.
Desde 21 de abril de 1951, o Japão era membro da comissão que preserva e impede a caça indiscriminada nos oceanos. Em 1986, a caça comercial também foi proibida após alguma espécies serem extintas pela prática.
Yoshihide Suga afirmou que deverão seguir os métodos da IWC para promover a caça de baleias de modo sustentável por mais de 30 anos, mas não teve sucesso nas negociações com outros países.
O Japão terá que notificar o governo dos Estados Unidos, responsáveis pela adesão ou retirada da comissão, até 1º de janeiro para que a decisão entre em vigor no dia 30 de junho.
O Japão segundo informações oficiais, captura baleias apenas para fins de pesquisa, o que já apresenta uma questão controversa aos críticos e organizações que protegem os animais. Os japoneses alegam que a carne de baleia é cultural do país, por isso, já tenta derrubar a proibição desde setembro deste ano durante uma reunião em Santa Catarina, mas acabou derrotado em votação.
O Greenpeace contestou e condenou a decisão dos japoneses por meio de uma nota oficial. “A declaração de hoje está em desacordo com a comunidade internacional, sem falar na proteção necessária para guardar o futuro dos oceanos e criaturas majestosas”.
A ONG completou afirmando que o governo do Japão deveria agir para conservar os ecossistemas marinhos ao invés de retomar a caça comercial.
Austrália e Nova Zelândia comemoraram a decisão dos japoneses de abandonar a caça as baleias na Antártida, mas lamentaram a decisão de voltar a promover a caça.
Foto: SEA.
