foto: Rogério Marques/OVALE.
Laudo elaborado pelo Corpo dos Bombeiros apontou que há risco iminente de incêndio no Jardim Nova Esperança, a favela do Banhado, área que é cartão-postal de São José dos Campos. A avaliação foi solicitada pela prefeitura, que faz uma ofensiva para tentar tirar as famílias do local, que é alvo de frequentes incêndios na região de vegetação.
O laudo aponta que há significativo risco de incêndio no local, e que, caso aconteça em uma das casas, as demais podem ser atingidas.
Os principais pontos apresentados são os materiais usados para construção das residências, a ausência de separação entre as edificações, ligações elétricas irregulares e precárias, e também o grande acúmulo de lixo.
“A situação fica agravada uma vez que não há possibilidade de aproximação adequada de uma viatura de combate a incêndio que, em caso de atendimento a algum sinistro, ficará restrita a permanecer na Av Madre Teresa”, diz o documento dos Bombeiros.
LAUDO.
O laudo é endereçado pela Polícia Militar ao secretário de Proteção ao Cidadão de São José, Antero Baraldo.
A vistoria técnica foi realizada no último dia 21 de novembro.
“Nossa preocupação é com vidas, ocorrências de risco. Cientes desse risco, vamos ficar ainda mais alertas do que já estivemos até aqui”, disse Baraldo, afirmando que a solicitação partiu da secretaria.
“Temos média de uma dezena de incêndios todos os anos no Banhado, e normalmente não são ocorrências pequenas. É uma área de difícil acesso, o terreno não ajuda. Precisamos saber como está a situação”, afirmou o secretário.
Defensoria quer fim da ofensiva para retirar as famílias da área
No fim de novembro, a Defensoria Pública entrou na Justiça com uma ação contra a prefeitura pedindo o fim da ofensiva para a retirada de famílias da comunidade do Banhado. O governo Felicio Ramuth (PSDB) mantém projeto que oferece às cerca de 450 famílias verba para demolição da casa (R$ 2,7 mil) e mudança (R$ 2,3 mil), além do aluguel social (R$ 700 por mês). A Defensoria, no entanto, afirma que o Poder Executivo tem agido no sentido de “eliminar a comunidade”, criada no ano de 1930.
fonte: OVALE.
