por Gabriel Santana
Dias atrás um amigo me chamou pra conversar e, logo de cara, disse que estava “amando as bikes de minion“, se referindo as bicicletas compartilhadas que foram recentemente implantadas em São José dos Campos, minha cidade.
Ele, que é de Itajubá (MG) mas chegou aqui depois de anos em BH, completou dizendo que “a galera tava espalhando [as bicicletas] geral!”. E não é que ele percebeu uma realidade?!
Em todos os lugares que passo, seja nas principais avenidas ou até mesmo nas ruazinhas paralelas na região central da cidade, lá estão elas. Às vezes paradas nos locais incorretos, como nas calçadas, onde há (ou deveria haver) livre circulação de pedestres; às vezes amontoadinhas em local apropriado, esperando o próximo “passageiro”. “A ideia de deixar a bike em qualquer lugar é muito, muito boa, mas tem usuário que tá deixando a bike atravessada no meio da calçada, atrapalhando a passagem e a mobilidade de outros usuários, como pedestres e cadeirantes”, diz a jornalista e professora universitária, Kátia Zanvettor, 40.
foto: Charles Moura/PMSJC
Na cidade que, mesmo sendo do interior, é grande e totalmente industrial – com trânsito, muitas vezes, cheio de carros levando pessoas da casa para o trabalho e vice versa – a nova forma de locomover tem ganhado o coração dos joseenses. A estudante de direito Sarah Mutti, 18, disse que amou a ideia. “É uma ótima iniciativa e alternativa pra quem não quer ficar parado no trânsito e uma forma mais sustentável de poder andar pela cidade”, comentou. Ah, se eu não sabia como funcionava o app que dá acesso às bikes, agora eu sei, graças a jovem usuária. Ela me contou que, ao parar de andar e finalizar o uso, o aplicativo mostra a distância percorrida, quantas calorias foram para os ares, o tempo utilizado e o quanto de CO² você deixou de emitir por optar pelo meio de transporte alternativo. “É muito fofinho!”, finalizou.
foto: arquivo pessoal/Sarah Mutti.
A Kátia, que comentei no início, disse que gostou da ideia, mas que ela demorou para aparecer em São José. “A ideia é ótima, mas chegou tarde na cidade. Precisa aumentar o numero de bicicletas e pontos disponíveis. Precisa ter bike adaptada para mamães e papais com filhos pequenos e precisa ter mais informação para o usuário”, pontua.
foto: Gabriel Santana


