Os moradores da comunidade do Banhado, na região central de São José dos Campos, podem ter até o final de janeiro de 2019 para aderir ao programa de auxílio moradia e demolição, oferecido à famílias que aceitarem sair voluntariamente da área.
De acordo com a prefeitura, o programa de auxílio pode ser encerrado após esse prazo. “Tenho impressão que até janeiro a gente vai oferecer [o programa], depois disso com certeza a prefeitura vai entrar judicialmente”, afirmou o diretor de relações com a comunidade da Secretaria de Gestão Habitacional e Obras, Sérgio Tarzia.
Nesta quarta, seis famílias aceitaram o programa que oferece R$ 700 em auxílio aluguel e R$ 5 mil em auxílio demolição. Segundo a prefeitura, outras seis famílias sairiam do local no mesmo dia, mas desistiram. “Eles são coagidos a não sair, são ameaçados”, diz Tarzia.
“É uma maneira de pressionar as famílias, mas eles têm direito de permanecer no local”, afirmou o defensor público Jairo Salvador, representante dos moradores.
REUNIÃO.
Na quarta, a prefeitura realizou uma reunião com moradores do centro para apresentar o programa de benefício.
Representantes do Banhado compareceram, mas relataram que foram ‘discriminados’.
“Perguntaram aos outros moradores se os outros moradores do centro se eles se sentiriam à vontade com nossa presença, mas era uma reunião aberta”, disse Elaine Lopes, que mora no Banhado.
A prefeitura afirmou que intuito da reunião era dar conhecimento aos moradores do entorno do Banhado sobre o projeto de transferência voluntária das famílias. “Querem ganhar o apoio da opinião pública com os argumentos errados”, disse o defensor público.
(O Vale)
Foto: Rogério Marques/OVALE
