por Gabriel Santana
foto: divulgação
A maioridade é causa de ansiedade para algumas pessoas. Um dos principais motivos é a tão sonhada CNH – a Carteira Nacional de Habilitação. O processo de retirada do documento é simples como um jogo de tabuleiro, mas muita gente tem dúvida quanto ao que fazer para conquistar a permissão para dirigir e acabam não pulando de casa.
JOGADOR 1
A professora Cláudia Chiariello (40), de São José dos Campos, só foi dar início ao processo há 12 anos. Ela diz que começou e desistiu quatro vezes por puro medo, tendo que pagar tudo novamente. “Eu morava em frente a via Dutra, sempre presenciava acidentes e passei a ter medo de machucar alguém”. Porém, mesmo com o medo, ela sabia que a vida seria muito mais prática se pudesse ir e vir de algum lugar com maior conforto e rapidez que um carro proporciona. “Quando comecei a morar sozinha senti a real necessidade e decidi superar meu medo. A necessidade tornou-se muito maior”.
JOGADOR 2
Quem não via a hora de completar 18 anos é o estudante Vinicius Uebe (19). Ele, que adora carros, sempre quis dirigir pois via a carteira de motorista como um sinônimo de liberdade. Esse era o maior dos motivos, segundo ele. Com o tempo, esse sentimento somou-se à necessidade do documento, considerando a grande cidade que é São José e as dificuldades de se usar, por exemplo, o transporte público local. Além disso, ele sabe que o mercado de trabalho exige cada vez mais dos candidatos que buscam uma colocação profissional. “Apesar de toda a tecnologia que ‘encurta distâncias’, é interessante já ter a CNH e não ter que esperar o processo todo se concluir para conseguir a vaga, que pode não estar mais disponível quando ele acabar”, conta.
O PROCESSO
Para dar início a retirada da CNH, alguns pré-requisitos são necessários: Ter no mínimo 18 anos, saber ler e escrever, ter documento de identificação com foto atual – pode ser RG, passaporte, carteira profissional ou carteira de trabalho – e também CPF próprio. Segundo o Detran.SP – Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo – o candidato que optar fazer todo o processo diretamente com os órgãos públicos por meio do Poupatempo, deixando somente as aulas teóricas e práticas para serem realizadas nas autoescolas, o gasto total para uma categoria é de aproximadamente R$ 1.200,00.
Pra facilitar, preparei um descritivo de todas as taxas que carecem de pagamento:
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Exame médico (pagar diretamente ao médico): R$ 84,81
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Avaliação psicológica (pagar diretamente ao psicólogo): R$ 98,95
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Aulas teóricas e práticas: valores são estipulados pela autoescola (pagar diretamente à empresa)
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Taxa Detran.SP de exame teórico (pagar em banco conveniado): R$ 35,34
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Taxa Detran.SP de exame prático (pagar em banco conveniado): R$ 35,34
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Taxa Detran.SP de emissão da Permissão para Dirigir, a primeira CNH (pagar em banco conveniado): R$ 41,37
As regras e procedimentos para a retirada da CNH seguem regras federais, ou seja, que valem para todo o país. É necessário passar por todos eles e ser aprovado em todas as etapas.
ATENÇÃO – (sinal amarelo!)
Para a supervisora de recursos humanos, Fabiola Vieira (33), a Carteira Nacional de Habilitação pode sim ser um fator de desempate, ou que tenha um peso maior do que certas qualificações na hora de escolher um candidato. “Dependendo da vaga, ter o documento é um grande diferencial. Devido a nossa conjuntura econômica, as empresas vêm trabalhando com um quadro de colaboradores cada vez mais enxuto. Assim, quem desempenha tarefas dentro da empresa, precisa, muitas vezes, prestar algum tipo de serviço externo também”, afirma. E ela dá exemplos: “um funcionário de uma área administrativa pode ter a necessidade de resolver problemas pontuais em algum órgão público ou algo do tipo. Portanto, poder dirigir se torna um diferencial, pois garante independência para locomoção caso haja essa necessidade por parte da empresa”, explica.
FIM DE JOGO
O Vinícius, do começo da matéria, já foi aprovado no exame teórico. Foi moleza para ele, que se preparou para a prova. “É bem tranquila, tudo o que cai é bem explicado nas aulas teóricas e o conteúdo é muito simples”, diz contente com o resultado. E para quem ainda vai comprovar os conhecimentos teóricos, ele dá dicas com a confiança de quem já passou por essa fase com sucesso, mas com a ansiedade de quem ainda não passou pela parte prática do processo. “É só manter a calma, não ficar ansioso e nem deixar o nervosismo tomar conta que dá tudo certo. Agora vamos ver o que me aguarda na prova prática…”
Para encorajá-lo, a Cláudia conta que quando conseguiu criar coragem e se dedicar às aulas, o processo foi rápido e fácil. Ela não foi reprovada em nenhuma das aulas e ficou muito feliz quando conquistou a carta de motorista. “Não preciso depender de parentes para ir ao shopping, ao médico, ao mercado… Hoje sou realmente independente”.
por Gabriel Santana
