Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas da nossa região nesta quinta-feira (27/09):

“UM PEQUENO FAVOR”
– Stephanie (Anna Kendrick) é uma blogueira sem muitos seguidores. Na verdade, sem muita gente por perto em sua vida. Mas isso pouco importa, pois seu público-alvo é ela mesma. Tornar-se amiga de Emily (Blake Lively), a mãe sofisticada de um coleguinha de escola de seu filho, é uma experiência libertadora para as duas.
Elas trocam confidências entre um Martini e outro, mas tudo muda quando a nova colega desaparece. Stephanie começa sua própria investigação, mas isso também não a impede de envolver-se com o marido da amiga (Henry Golding), quando o caso toma novos rumos.
Dirigido por Paul Feig, o filme é uma espécie de neo-noir em tons pastel, com pendência para a comédia, que funciona bem graças às presenças de Kendrick e Lively, atrizes capazes de tirar profundidade de personagens originalmente não muito complexas – especialmente a primeira. Não há dúvida de que o filme é delas, e não poderia estar em mãos melhores.

“10 SEGUNDOS PARA VENCER”
– Duplamente premiado no Festival de Gramado nas categorias ator (Osmar Prado) e ator coadjuvante (Ricardo Gelli), o drama de José Alvarenga Jr. cumpre bem a tarefa de compor uma cinebiografia envolvente em torno do boxeador Éder Jofre (interpretado desde a adolescência por um sempre atlético Daniel de Oliveira).
Na humilde casa da família Jofre, no bairro do Peruche, São Paulo, tudo gira em torno do boxe, com o pai, Kid (Osmar Prado), um ex-lutador argentino comandando a pequena academia que lhe dá sustento, e o tio, Zumbano (Ricardo Gelli), ainda lutando.
Quando a carreira de Zumbano é abortada, Kid pensa no filho, que mostra talento no ringue. Mas Éder pensa em outras coisas – adora desenhar e sonha com a arquitetura. A doença repentina do irmão mais novo, Doga (Ravel Andrade), conduz a uma reviravolta que, anos depois, permitirá ao lutador chegar ao bicampeonato mundial, em 1966 e 1973.

“CORAÇÃO DE COWBOY”
– É inegável que “Coração de Cowboy” é um filme que conhece seu público e lhe oferece exatamente o que espera. Neste sentido, o longa de estreia do diretor Gui Pereira é bastante honesto e sincero: seu tema é a música sertaneja, não as derivações contemporâneas, mas a de raiz.
Lucca (o carismático Gabriel Sater) é um músico de sucesso, mas cujas próprias músicas não lhe agradam. Sua vida saiu de seu controle, não é mais um cantor sertanejo, é um pop star. Uma série de incidentes o levam de volta à sua terra natal, onde, entre uma nova música de raiz e outra, tentará acertar as contas com o pai (Jackson Antunes) e encontrar um novo amor (Thaila Ayla).
O dilema de Lucca está entre ceder às demandas e tentações do mercado, cantando músicas pegajosas, ou ser fiel à sua paixão. Não é nada que o cinema não tenha abordado, mas Pereira o faz com tanta sinceridade, e Sater, com tanta paixão, que o filme justifica sua existência.
