
Explorar a Amazônia de maneira sustentável pode parecer uma ideia complexa e contraditória, mas não é impossível. Preservar os recursos naturais da floresta é essencial para a manter a biodiversidade e, principalmente, o bem-estar das gerações futuras.
Em entrevista ao podcast talkmais, o climatologista e pesquisador Carlos Nobre explicou que, caso o desmatamento não zere logo, antes de 2050 a Amazônia passsará por uma savanização e poderá chegar ao estado de não retorno, sem chance alguma de voltar às condições anteriores.
“Se o desmatamento chegar a 20 ou a 25%, e se o aquecimento global chegar a 2°C ou 2,5°C, iremos passar do ponto de não retorno da Amazônia. Isso é tão preocupante que resolvi trabalhar um pouco a buscar de soluções, porque eu era um cientista que sempre mostrava riscos”, disse Nobre.
A partir disso, o cientista criou o projeto Amazônia 4.0, pelo qual tecnologicas e métodos para transformar recursos amazônicos em produtos de alto valor são desenvolvidos com base em quatro soluções
1) Zerar desmatamento, degradação e o fogo;
2) Restauração florestal;
3) Desenvolver nova bioeconomia da sociobiodiversidade;
4) Economizar conhecimento de povos indígenas e de comunidades locais.
Sobre Carlos Nobre
Carlos Nobre é um dos climatologistas brasileiros mais renomados e reconhecidos internacionalmente. Formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e doutor em Meteorologia pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) , atuou como pesquisador no INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Foi Conselheiro Científico da ONU e integra diversas academias científicas, incluindo a Academia de Ciências dos EUA e a Royal Society britânica.
Participou de relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), incluindo o que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007.
Atualmente, é professor na USP, copreside o Painel Científico para a Amazônia e lidera o Projeto Amazônia 4.0, que propõe um modelo sustentável de bioeconomia para a região.
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