
O ano letivo em Taubaté começou na quarta (11) e quatro escolas municipais já ganharam um presente: paredes coloridas com arte, cheias de vida e significado.
Um grupo de 10 artistas levou a arte urbana para dentro das unidades, transformando muros e paredes em grandes telas.
O objetivo é fazer com que as crianças se sintam acolhidas, representadas e inspiradas no ambiente escolar.
As escolas contempladas foram:
- EMEF Vereador Mário Monteiro dos Santos – Gurilândia
- EMEF Prof. Ernesto de Oliveira Filho – Parque Aeroporto
- EMEF Dr. Avedis Victor Nahas – São Gonçalo
- EMEF Prof. Dr. João Batista Ortiz Monteiro – Barranco
Todas ficam em áreas vulneráveis da cidade. Segundo a Prefeitura, a ideia do projeto é cuidar do espaço e de quem vive nele, oferecendo um ambiente mais aconchegante, bonito e estimulante para alunos, professores e funcionários.
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Quem fez a arte
Os murais foram assinados por Veeerre, Consp, Negana, Bieto, Tinho, Caco, Xguix, Marie, Caluz e Lais da Lama, artistas com diferentes estilos.
Um deles é Valdir Rodrigo Ferreira da Silva, o Veerre. Artista visual e educador, ele nasceu em São Paulo, mas mora em Taubaté há muitos anos. Foi onde sua carreira ganhou força.
Em conversa com o portal spriomais, Veerre contou o que o inspira:
“Busco criar imagens que dialoguem com o cotidiano das crianças, que despertem curiosidade, imaginação e, principalmente, que façam com que elas se sintam representadas naquele espaço. A intenção da minha arte é transformar a escola em um ambiente mais vivo, acolhedor e estimulante, onde o visual também eduque, provoque reflexão e afeto.”
Arte que transforma

Para Veerre, o impacto do grafite na vida das crianças vai além da estética.
“A arte amplia o olhar, estimula a criatividade, fortalece a autoestima e mostra que a escola pode ser um espaço de expressão e sensibilidade. Muitas vezes, um mural pode ser o primeiro contato da criança com a arte visual fora dos livros, despertando novos interesses e sonhos.”
Com mais de 20 anos de trajetória, ele enxerga a arte como ferramenta de transformação social, especialmente quando chega a espaços públicos como as escolas.
Sem custos para a educação
O projeto não teve custo para as escolas. Os recursos vieram do ProAC, programa de incentivo à cultura do Governo do Estado de São Paulo.




