
Fim do recreio: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou das férias de olho no calendário deste ano. Calendário que, para ele, é curto. Curtíssimo, para ser mais exato.
Tarcísio tem muito o que resolver em um curto espaço de tempo. Em primeiro lugar, definir para onde vai: é candidato natural à reeleição, mas ainda convive com apelos para tentar a Presidência da República.
Se resolver buscar mais quatro anos à frente do Palácio dos Bandeirantes, tem até abril para entregar obras e fazer barulho por todo o Estado. Depois, terá de definir seu candidato a vice — um tema que interessa, sobremaneira, a São José dos Campos e ao Vale do Paraíba.
Se mudar de rumo, terá de aplacar, de imediato, a ira do clã Bolsonaro, que já aposta suas fichas em Flávio Bolsonaro (PL) como a bola da vez e cobra de Tarcísio uma adesão mais contundente a essa ideia. Para o clã, o apoio de Tarcísio a Flávio é por demais “envergonhado”.
De fôlego, Tarcísio se saiu bem na última pesquisa Meio/Ideia, sendo o candidato de direita que mais se aproxima de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, com condições de empate técnico (44,4% para Lula, 42,1% para o governador de São Paulo).
O jogo está sendo jogado. Façam as suas apostas…
E daí?
Para nós, o que tudo isso interessa? Ora, do futuro de Tarcísio depende o futuro do vice-governador Felicio Ramuth (PSD), ex-prefeito de São José dos Campos.
Caso Tarcísio saia candidato à Presidência, Felicio assume o Palácio dos Bandeirantes, o segundo cargo do Executivo mais importante do país. Não é pouca coisa. É como ter nas mãos um bilhete premiado da loteria.
Caso Tarcísio tente a reeleição, aí a porca torce o rabo: Felício trabalha para reeditar a chapa de 2022, mas tem gente graúda de olho em seu lugar — de Gilberto Kassab, o chefão do PSD e “padrinho” da união Tarcísio/Felicio na eleição passada, a André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). É briga de cachorro grande.
Felicio aposta suas “fichas” na fidelidade a Tarcísio e busca ganhar musculatura, aproveitando — e bem — as chances que têm aparecido. Vamos ver até onde isso vai.
Segue o baile…