Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Ofício das Palavras
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais

    Visite São Convention Bureau – 1 Visite São Convention Bureau – 1

    Você está em:Início » Austrália e Tuvalu dão início ao século da migração climática
    ESG na Prática

    Austrália e Tuvalu dão início ao século da migração climática

    Luis Magalhães analisa o acordo entre Austrália e Tuvalu como um marco da migração climática e reflete sobre os impactos do fenômeno para líderes, empresas e o Brasil
    14 de dezembro de 2025Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link
    Australian Flag on Great Barrier Reef Real and

    “Enquanto o mundo debate, as ondas continuam a erodir parte da ilha. Enquanto continua a discutir, as esperanças da juventude tuvaluana desaparecem. Nós contribuímos menos para a crise, mas pagamos o preço mais alto.”

    Assim lembra Grace Malie, jovem ativista climática de Tuvalu, ao descrever a vida no pequeno arquipélago de atóis no Pacífico. Tuvalu, com pouco mais de 11 mil habitantes e uma altitude média inferior a 2 metros acima do nível do mar, está entre as nações mais vulneráveis do planeta aos efeitos da mudança climática. Mesmo onde a vida sempre girou em torno do mar, agora ele se aproxima de forma implacável e não como metáfora, mas como realidade cotidiana.

    Recentemente, um marco histórico aconteceu: os primeiros migrantes climáticos de Tuvalu chegaram à Austrália, sob um programa pioneiro de vistos criados para enfrentar justamente esse tipo de deslocamento forçado pelo clima.

    O que está acontecendo é muito mais do que um movimento populacional isolado. É a materialização de uma tendência global que coloca em xeque modelos tradicionais de migração, direitos humanos, soberania e responsabilidade corporativa, exatamente os pilares sobre os quais se sustenta o ESG.

    Confira também: A desigualdade climática: quem sofre mais com o calor extremo?

    Migrantes climáticos são pessoas deslocadas principalmente por impactos das mudanças climáticas, elevação do nível do mar, secas prolongadas, eventos extremos e perda de recursos naturais que tornam seu ambiente de vida insustentável. No caso de Tuvalu, cientistas estimam que, se as tendências atuais continuarem, parte relevante do território poderá se tornar inabitável até 2050.

    O acordo entre Austrália e Tuvalu representa uma mudança profunda na forma como o mundo começa a lidar com esse desafio. Não se trata apenas de acolhimento emergencial, mas de planejamento, integração e reconhecimento de dignidade.

    Lições para líderes e empresas

    O caso de Tuvalu deixa um recado claro para quem toma decisão hoje. Planejar antes da crise deixou de ser virtude e passou a ser requisito mínimo de liderança. A migração climática não surgiu de um evento inesperado, mas de sinais acumulados ao longo de décadas, ignorados ou tratados como futuros distantes. Da mesma forma, empresas que incorporam riscos climáticos, sociais e territoriais em suas estratégias não estão sendo idealistas, estão sendo pragmáticas.

    Há também uma lição humana incontornável. Respostas dignas, que preservam identidade, cultura e acesso a oportunidades, constroem resiliência real. Quando políticas públicas e iniciativas privadas colocam as pessoas no centro, os impactos positivos se multiplicam, fortalecendo comunidades, cadeias produtivas e reputações no longo prazo. Insisto aqui na coluna quase que semanalmente: ESG não é discurso, é a capacidade de agir com empatia sem abrir mão de eficiência.

    E o Brasil nisso tudo

    Se a migração climática internacional parece algo distante, basta olhar para dentro. O Brasil convive com deslocamentos forçados pelo clima há décadas. O fenômeno conhecido como indústria da seca, que impulsionou êxodos em massa do Nordeste para outras regiões durante o século 20, é um dos maiores exemplos de migração ambiental já registrados no hemisfério sul.

    Estudos da Fiocruz e do IBGE indicam que, somente entre 2016 e 2020, mais de 1,2 milhão de brasileiros foram obrigados a deixar suas casas por desastres ambientais, especialmente secas, enchentes e deslizamentos.

    E as pressões só aumentam. Segundo o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, cerca de 40% dos municípios do país já enfrentam algum nível de risco hídrico. No Sudeste, a Agência Nacional de Águas alerta que 60% dos rios monitorados apresentam indicadores de estresse, perda de qualidade ou redução de vazão. Esses mesmos rios serão essenciais para a transição econômica brasileira, especialmente porque o Brasil é não apenas agro, mas agrodependente de água.

    O que Austrália e Tuvalu inauguram não é apenas um acordo migratório, é um alerta sobre o século que já começou. E, no caso do Brasil, é também um espelho. Um país continental que ainda hesita em assumir a urgência do seu próprio clima.

    Uma leitura complementar: As marés avançam: o Sertão vai virar mar? País digital?

    australia impacto climatico tuvalu

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Luís Magalhães

    Luís Magalhães

    Luís Fernando Carneiro Magalhães é co-fundador e sócio-diretor da srtatup joseense O2eco Tecnologia Ambiental, cujo objetivo é deixar um impacto positivo no meio ambiente. Estudou Agronomia na UFFRJ e Business & Marketing na Universidade Católica da Austrália e na Universidade de Canberra.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresAntes de bater bola com Romário, Frei Gilson lota Canção Nova em pregação
    Próxima Notícia Copinha 2026: veja quando e contra quem jogam Atlético Guaratinguetá, São José e Taubaté

    Notícias Relacionadas

    Tendências ESG 2026: menos discurso, mais decisão?

    21 de dezembro de 2025

    O custo da ignorância ambiental: Brasil perde porque ainda não entende ESG

    7 de dezembro de 2025

    ESG e a nova geopolítica do poder

    30 de novembro de 2025
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado
    Feedbacks embutidos
    Ver todos os comentários

    Disk 2




    Cassiano


    Visite São Convention Bureau – 2 Visite São Convention Bureau – 2

    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    jornalismo@spriomais.com.br

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    comercial@spriomais.com.br

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    comercial@spriomais.com.br 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.