
Um roubo a uma residência de luxo em um Condomínio, no Jardim Torrão de Ouro, zona leste de São José dos Campos, resultou na prisão de um homem e na identificação de outros três envolvidos. O crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (02) e foi registrado como roubo qualificado.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, três homens não identificados invadiram a chácara por volta das 3h40, vestindo roupas pretas com identificação da Polícia Civil e portando distintivos. Os criminosos, que estavam encapuzados e usavam luvas, armas longas (aparentemente fuzis ou metralhadoras), renderam o porteiro do condomínio, e o levaram como refém até a casa principal.
No interior da residência, os bandidos surpreenderam um casal que dormiam. As vítimas relataram que os criminosos se comunicavam por telefone com um quarto indivíduo, que aparentemente aguardava fora do condomínio.
Durante a ação, os criminosos subtraíram joias, bijuterias, um Apple Watch, bolsas, roupas, carteira com CNH, cartões bancários e diversas garrafas de bebidas alcoólicas. Eles utilizaram o veículo Renault Duster da família, de cor prata, para fugir do local.
O veículo foi localizado abandonado pela Polícia Militar poucas horas depois, mas alguns pertences pessoais não foram recuperados.
Através de levantamento de câmeras de monitoramento, a equipe policial identificou um Fiat Palio preto que seguia o veículo de uma das vítimas no dia anterior. A investigação levou até o neto da proprietária do veículo, de 26 anos.
Renan foi abordado pela polícia no período da tarde e em seu poder foram encontrados R$ 3.000 em espécie e um aparelho celular. Ele admitiu informalmente ter feito o transporte para três homens no final da madrugada, mas afirmou não saber que eles cometeriam um crime. Disse que receberia R$ 200 pelo serviço e se recusou a identificar os contratantes.
No interior do Fiat Palio foi encontrada uma luva que coincide com as utilizadas pelos criminosos na cena do crime e o suspeito foi preso em flagrante por roubo qualificado e formalmente indiciado.
A polícia representou pela decretação de sua prisão preventiva, argumentando ser necessária para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, considerando suas passagens anteriores por tráfico de drogas e as circunstâncias graves do crime.
O indiciado optou pelo silêncio durante interrogatório, acompanhado de sua advogada. Ele foi recolhido à Cadeia Pública de Caçapava para audiência de custódia.
A polícia continua as investigações para identificar e capturar os outros três envolvidos no crime.
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