Os gestores do Aeroporto de São José dos Campos, Aeroporto Professor Urbano Ernesto Stumpf, trabalham para que empresas aéreas passem a operar com regularidade por aqui, com voos comerciais. Hoje a movimentação se restringe a voos de carga, já garantidos por investimentos em obras de infraestrutura.
Segundo o CEO da Aeropart, Eduardo Valle, as conversas com as empresas aéreas estão progredindo. Mas isso também “depende de um incentivo fiscal do governo”. Eduardo Valle disse à SP RIO+ na última quinta-feira (21) que o vice-governador Felício Ramuth está muito empenhado em conseguir esse incentivo: “é uma questão só de vencer os trâmites finais da burocracia”.

Nessa notícia, o Stumpf geralmente passa batido, como muitos outros nomes que batizam ruas e praças Brasil afora. Sim, há aqueles que veem graça no sobrenome com cara de onomatopeia, mas a curiosidade acaba aí. Stumpf!
Alguns nomes, meros frutos de bajulação política, merecem mesmo esquecimento. Mas não o nosso Stumpf, considerado o “o pai do motor a álcool no Brasil” – um inventor que muito contribuiu para o desenvolvimento tecnológico do País. Foi, pois, mais do que justa a lei sancionada pelo então presidente Lula, em 9 de novembro de 2004, que homenageou o professor, perpetuando seu nome no aeroporto da sua cidade de formação.
Stumpf, nascido em Não-Me-Toque (RS), formou-se no Instituto Tecnológico de Aeronáutica na turma de 1950. Trabalhou na Escola de Engenharia da USP São Carlos e também na Universidade de Brasília. Seus estudos sobre a viabilidade do álcool como combustível foram feitos primeiramente no próprio ITA.
Mais tarde, o então CTA passou a realizar os estudos técnicos sobre o etanol, semente frutífera do Pró-Álcool. Era tempo da grande crise do petróleo, com seus derivados indo para as alturas. Era então um problema mais de caixa do que ambiental, que o governo da ditadura militar teve de enfrentar.
Foram três anos, de 1973 a 1976, adaptando motores para o álcool, em trabalho árduo com engenheiros e técnicos da Divisão de Motores do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD), Stumpf à frente. As informações são do livro Professores Pioneiros do ITA.
O primeiro veículo movido a álcool foi um Dodge Polara, hoje uma peça do Memorial Aeroespacial Brasileiro, que os joseenses e valeparaibanos deveriam conhecer. O Dodge era um carrão e o álcool uma grande aventura. Mas essa é outra história.
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